quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CAPÍTULO VI - Interpretação da profecia do A.T. no N.T.

...continuação.

Importante
: O texto a seguir é de autoria do Rev. William J. Grier (1868-19??).


Argumenta-se contra o "a-milenismo" que ele não toma em consideração a profecia do Antigo Testamento. Nossa resposta é que o milenismo não dá atenção à interpretação neotestamentária das profecias do Antigo Testamento. Os escritores do Novo Testamento tomam profecias que, se entendidas sob o ponto de vista literal, referem-se a Israel, e aplicam-nas à Igreja Cristã.

Insistimos aqui: houve uma Igreja nos tempos do Velho Testamento e os crentes daquela época e os do Novo Testamento formam uma Igreja — a mesma oliveira (Romanos 11) — remida pelo mesmo precioso sangue e nascida do mesmo Espírito e os profetas do Velho Testamento apontaram direta e definidamente para a Igreja do Novo Testamento.

A alegação da maior parte dos pré-milenistas é que a formação da Igreja do Novo Testamento foi oculta dos profetas do Antigo (esse é o ponto de vista da Bíblia Scofield). Desejam que acreditemos que os profetas, que tão claramente descreveram a pessoa, missão e obras do Messias, deixaram "
de todo ausente da página profética o segundo acontecimento em importância, o fenômeno complementar, ou seja, o surgimento e o progresso da Santa Igreja por todo o mundo." Desejam que acreditemos que Cristo veio estabelecer aqui um reino visível, terreno, porém, tendo sido rejeitado pelos judeus nas condições propostas, o oferecimento foi retirado e o reino, adiado até a Sua segunda vinda. Durante o intervalo entre as duas vindas, Cristo estabeleceu a Sua Igreja, que não é, segundo dizem, em qualquer sentido, o cumprimento de promessas e profecias do Antigo Testamento, mas algo novo e desconhecido dos profetas. É um "parênteses" que já abrange quase dois mil anos, a cujo respeito nem uma palavra sequer foi claramente dita pela profecia do Velho Testamento. Esse é o ponto de vista de Dr. A. Ironside, que diz:
"O relógio profético silenciou no Calvário. Nem um 'tic' se ouviu desde então."
Ao nosso ver, no entanto, asseverar que os profetas do Antigo Testamento não fizeram menção da Igreja Cristã é uma injúria, em vista de muitas passagens do Novo Testamento, tal como Romanos 9:24-26, onde encontramos a declaração de Paulo de que a chamada de judeus e gentios para a Igreja Cristã era o cumprimento exato de uma profecia de Oséias. Em Atos 26:22, afirma o mesmo apóstolo que pregava...
"...nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer."
Em Atos 2, Pedro declara que uma profecia de Joel estava sendo cumprida (nos tempos evangélicos). Referindo-se ao derramamento do Espírito Santo (Pentecostes), assim se expressa:
"Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: 'E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne.'"
O relógio profético evidentemente continua a bater.
Inúmeras vezes, temos ouvido pré-milenistas escarnecer dos cabeçalhos de capítulos da Versão Autorizada da Bíblia Inglesa, tais como:


Isaías 30 — "As misericórdias de Deus para com a Sua Igreja."

34 - "Deus vinga a Sua Igreja."

43 - "Deus conforta a Igreja."

44 - "As promessas de Deus à Sua Igreja."

45 - "Ciro chamado por causa da Igreja."

50 - "A ampla restauração da Igreja."

54 - "A Igreja é confortada."

64 - "A oração da Igreja."


Todos esses títulos estão errados - dizem os pré-milenistas - e demonstram espantosa ignorância dos que os redigiram, pois não havia Igreja nos tempos do Velho Testamento e os profetas não tinham conhecimento algum quanto à Igreja do Novo Testamento. Contudo, Estêvão falou de uma Igreja no tempo de Moisés (Atos 7:38) e Paulo diz que os crentes do Antigo e os do Novo Testamento formam uma só oliveira... (Rm 11.17).

Quando Paulo diz, em Efésios 3:5 e 6, que "noutros séculos não foi manifestado" como então fora "revelado" que os gentios seriam co-herdeiros e participantes do mesmo corpo, não diz, absolutamente, que isso era de todo desconhecido no passado, porém, que não era sabido com a clareza e plenitude atuais (ver também Rm 16:26).

Paulo afirma que a promessa do Velho Testamento foi feita a Abraão e à sua semente. Cita a promessa "Tenho feito de ti pai de muitas nações" e insiste em que tal promessa está cumprida - não no sentido literal, mas na semente espiritual de Abraão (Rm 4). Aqueles que foram seus descendentes na carne e palmilharam o caminho de sua fé, bem como quantos, não sendo seus descendentes, têm participado da mesma fé, podem chamar a Abraão seu pai. Essa é a maneira de Paulo compreender as profecias do Velho Testamento e estamos em terreno bem firme seguindo o grande apóstolo.

No capítulo 3 da carta aos Gálatas, Paulo declara que a profecia feita a Abraão no Velho Testamento "Em ti serão benditas todas as nações da terra" está sendo cumprida agora, quando Deus justifica os gentios por fé. À luz de tal asserção, parece-nos injustificado e até mesmo ousado declarar que as profecias do Antigo Testamento silenciam no tocante à Igreja do Novo Testamento e que não há "tic" do relógio profético nesta dispensação.

Atos 15:13-18 é uma passagem muito importante para o assunto em discussão. Paulo é atacado por alguns Cristãos judaizantes por admitir gentios crentes à Igreja. Reúne-se um concílio em Jerusalém para tratar especificamente desse assunto, com a presença de Pedro e Paulo. Tiago, o líder da Igreja em Jerusalém, diz que o rumo tomado por Paulo não era algo novo, pois havia sido seguido por Pedro bastante tempo antes, com expressa aprovação divina, conforme o próprio Pedro acabara de relatar. Mais do que isso, diz Tiago, esse recebimento dos gentios na Igreja não tinha sido uma alteração nos planos de Deus, porém fazia parte deles desde o princípio, como atestavam os profetas. Continua Tiago citando os profetas (principalmente Amós), como se segue:

"Depois disto, voltarei e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído."
Amós estava falando dos juízos que viriam sobre Israel, e, depois, transmite esta promessa de Deus:
"Reedificarei o tabernáculo de Davi."
Tiago afirma que essa reedificação do tabernáculo de Davi está ocorrendo com a visitação de Deus aos gentios para tirar deles um povo para o Seu nome. Congregando os gentios, Deus está consertando a Igreja do Antigo Testamento, que se encontra quebrada.
Lembremo-nos de que o assunto em debate no Concílio é apenas o recebimento dos gentios na Igreja e Tiago está citando uma profecia de Amós em favor desse recebimento. Quão absurdo, assim, é a Bíblia Scofield sustentar que os gentios mencionados por Amós não eram os gentios do tempo de Tiago, mas do milênio, pelo menos dois mil anos mais tarde!

O Concílio não estava discutindo o mapa profético do futuro, mas um problema premente, do momento. Esse problema, repetimos, dizia respeito à admissão dos gentios à Igreja e Tiago cita o que Amós diz acerca da reconstrução do tabernáculo de Davi, para justificar o recebimento dos gentios. Isso ele faz com a evidente aprovação de Pedro, Paulo e de todo o Concílio. Em outras palavras, segundo o ponto de vista dos apóstolos, o tabernáculo de Davi se tornou o templo vivo da Igreja do Novo Testamento.

Há algum tempo, deparamos com alguém (pertencente a um grupo do qual seria improvável esse conceito) que admitiu haver Tiago realmente aplicado a profecia de Amós à Igreja Cristã. No número de março de 1944 de "A Testemunha", a revista mensal dos Irmãos Liberais, um escritor declara:

"Pode-se deduzir também, de Atos 15, que Tiago não tinha ido muito além (i.e., não sabia mais) do que os escribas do Velho Testamento, aos quais não havia sido revelado o mistério de Cristo e, por isso, mencionou Amós como profetizando acerca da abertura da porta da fé aos gentios."
Já é alguma coisa constatar-se a admissão de haver Tiago verdadeiramente interpretado Amós como prevendo que a porta da fé se abriria aos gentios nesta dispensação, conquanto seja, de fato, muito triste testemunhar o amesquinhamento da autoridade apostólica, por parte do escritor citado.
Nos capítulos 8 a 10 da epístola aos Hebreus, verificamos que o escritor sacro proclama que o novo concerto (dos tempos do Novo Testamento) é o cumprimento destas palavras de Jeremias:

"Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto."
Israel e Judá são, claramente, o Israel de Deus, a Igreja do Novo Testamento. Dessa maneira, os cabeçalhos de capítulos da Versão Autorizada da Bíblia, em inglês, que aplicam as profecias do Antigo Testamento à Igreja do Novo, têm o apoio do próprio Novo Testamento.
O Senhor Jesus mesmo fez referência à profecia do Velho Testamento no tocante à vinda de Elias e asseverou aos seus ouvintes: "Elias já veio" (na pessoa de João Batista - Marcos 9:12,13). Entretanto, alguns dos literalistas não estão satisfeitos e dizem que Elias ainda está para vir!

Zacarias profetizou:

"Eis que o teu rei virá a ti... montado sobre um jumento... sobre um asninho, filho de jumenta... e o seu domínio se estenderá de um mar a outro mar, e desde o rio até às extremidades da terra." (9:9,10)
Mateus cita esse trecho (Zc 9:9) e afirma que se cumpriu na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Mt 21). A Bíblia Scofield considera a entrada triunfal como um mero oferecimento de Cristo para ser rei, afirmando que Ele não veio, na realidade, como tal. Todavia, Mateus declara ter Ele vindo como rei. Alguns intérpretes apegados à letra esperam que venha a montar em um jumento e entrar em Jerusalém, ainda no futuro, porque não estava com o aparato de realeza, na ocasião descrita por Mateus, no capítulo 21.
Em Atos, capítulo 2, versículos 30 e 31, Pedro diz de Davi:

"Sendo, pois, profeta e, sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono; prevendo isso, referiu-se à ressurreição de Cristo..." (Versão Revista)
Na opinião de Pedro, não necessitamos esperar até o milênio para termos Cristo no trono de Davi. Ele ali se assentou ao ressurgir. Isso é confirmado por outros textos das Escrituras, que falam de Cristo como já reinando (1ªCo 15:25), dispondo de todo o poder no céu e na terra (Mt 28:18), e tendo todas as coisas debaixo de seus pés (Ef 1:22). Não se diga que o olho físico não O pode contemplar trajado com vestes reais, enquanto governa as nações da terra. Com os olhos da fé, nós O vemos como nosso grande Sumo Sacerdote atrás do véu; qual o obstáculo para que O vejamos, também, como nosso Rei? "Andamos por fé e não por visão."
O Novo Testamento nada diz com respeito a uma volta dos judeus à própria terra, com Cristo reinando em um trono em Jerusalém sobre um mundo em que os judeus terão preeminência como um país. Não se argumenta, alegando que o Novo Testamento não se refere aos judeus como um povo - Paulo, na realidade, trata do problema judaico com bastante profundidade em sua carta aos Romanos, capítulos 9 a 11. Não diz, todavia, uma só palavra com respeito a um futuro reino judaico. Não se pode alegar que o apóstolo não via necessidade ou não tinha motivos para citar um reino futuro em que os judeus sobressairiam como nação. Paulo descobriu a existência de duas pedras de tropeço para os judeus. Uma era a cruz (1ªCo 1:23). Qual era a outra pode-se depreender de Atos 22, onde se lê, no versículo 22, que eles o ouviram até que disse haver sido enviado aos gentios, depois do que fizeram tremenda algazarra. A segunda pedra de tropeço era a cristianização dos gentios. Ora, se a glória antiga de Israel devesse um dia ser revivida sob o governo pessoal de Jesus Cristo, sem dúvida alguma Paulo se apressaria a assegurar aos judeus que havia uma coroa, como tinha havido a cruz. Era apenas uma questão de tempo, porquanto viria a existir um reino em que os judeus ocupariam o lugar de maior destaque, e Jerusalém passaria a ser a capital do mundo.

Assim, as pedras de tropeço teriam sido removidas. Contudo, o apóstolo não fez isso. Pelo contrário, afirmou que o muro de separação entre judeu e gentio estava derrubado e não apresentou a menor indicação da possibilidade de ser restaurado um dia. Crentes - judeus e gentios - são um em Cristo. Os escritores do Novo Testamento não falam em Cristo reinando em Jerusalém, sobre um trono terreno. Insistem, firmemente, no fato de que Ele já reina, hoje.

Um pré-milenista de projeção, L. S. Chafer, diz que após esta dispensação (da Graça) haverá o "re-ajuntamento de Israel, e a restauração do judaísmo." Acrescenta existir...

"um povo terreno, que continuará como tal na eternidade, e um povo celestial, que habitará nas mansões celestiais para sempre."
Isto é, Deus terá dois povos distintos, um na terra e outro no céu, eternamente. Pode-se considerar essa idéia como um literalismo lógico, mas parece claro tratar-se de verdadeira insensatez.
O literalismo que insiste em interpretar as profecias do Antigo Testamento como se referindo ao povo de Israel segundo a carne não se coaduna, em absoluto, com a aplicação geral das promessas à semente espiritual, como se encontra no Novo Testamento. Este insiste em que não é judeu o que o é exteriormente (Rm 2:28,29); que nem todos os de Israel são de fato israelitas (Rm 9:6); que os que são de Cristo são descendência de Abraão (Gl 3:29); que a bênção de Abraão veio aos gentios por Jesus Cristo (Gl 3:14) e que não pode haver judeu nem gentio (grego) porque "todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gl 3:28).

O literalismo que ainda está esperando que Cristo venha se assentar no trono de Davi, em Jerusalém, não se ajusta à afirmação de Pedro de que Ele já se assentou no trono de Davi, quando ressurgiu dos mortos.

O literalismo que aguarda uma restauração do templo de Jerusalém, com todas as nações vindo tomar parte nas suas cerimônias e sacrifícios pelo pecado, diverge da asserção do Novo Testamento de que tais cerimônias e sacrifícios foram abolidos (Hb 10:8,9).

Muitas profecias do Antigo Testamento foram cumpridas em seu sentido literal. Outras, muito numerosas também, apresentadas em linguagem figurada, o Novo Testamento declara cumpridas, não à risca da letra, mas em um sentido espiritual.

Quanto às profecias ainda não cumpridas, não se diga que, assim, será difícil saber quais as que devem ser consideradas literalmente e quais as de aplicação espiritual. Tudo o que é importante está claro; há, entretanto, detalhes que apenas os próprios acontecimentos esclarecerão. Foi assim quando da primeira vinda de Cristo. Assim será por ocasião da Sua segunda vinda. Lembremo-nos de haver sido um excesso de apego à letra que levou à rejeição de Jesus de Nazaré e é o que tem mantido os judeus na incredulidade. Foi um literalismo exagerado, por parte dos Seus próprios discípulos, que lhes dificultou frequentemente a compreensão de Seus ensinos. Por exemplo: entenderam a Sua advertência: "Acautelai-vos do fermento dos fariseus" como sendo uma censura por não terem levado pães. Foi, ainda, excesso de apego à letra que conduziu as multidões a criticar a referência feita à Sua obra de redenção, dizendo: "Como pode este homem dar sua carne a comer?"

A aplicação das profecias do Antigo Testamento no Novo nos leva a atribuir uma significação ampla e espiritual a promessas que, à primeira vista, poderiam parecer interessar exclusivamente aos judeus.


continua...


5 comentários:

  1. Pelo que percebo, a interpreteção amilenista das profecias do AT (as que ainda não se cumpriram) seguem dois princípios:

    1. Tudo é simbólico, nada é literal.

    2. Tudo refere-se à Igreja gentílica, nada a Israel.


    Sobre o primeiro ponto, devo observar que das profecias cumpridas, muitas revelaram-se simbólicas e muitas literias. Não existe uma regra. O leitor deve observar cada uma e decidir qual a interpretação que faz mais sentido. Deve-se observar também que muitas vezes as duas percepções podem ser verdadeiras, a profecia pode ter mais de uma interpretação, e freqüentemente uma pode ser símbolo da outra.

    Quanto ao segundo ponto, devo retornar aos meus argumentos da nossa discussão sobre romanos...

    continua...

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  2. Mac

    Desculpe a demora. Tenho ajudado muito a minha esposa nos estudos da faculdade, perdoe-me por mandar mensagens tão truncadas.

    Voltando ao segundo ponto, parece-me que a argumentação a-milenista é: Israel deixou de ter qualquer importância para Deus a partir da vinda de Jesus, logo as profecias não cumpridas não podem se referir a Israel, logo referem-se unicamente à Igreja. Corrija-me se estou errado.

    Pois bem, em apoio a essa tese, os a-milenistas elencam uma série de textos do NT em que textos da Tanach (Ensino, Profétas e Escritos) são aplicados à Igreja.

    Em primeiro lugar, uma coisa não segue a outra. O fato da Tanach aplicar-se (dentro de certos parâmetros) aos cristãos gentios, não siguinifica que não se aplica de forma alguma aos judeus.

    continua ...

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  3. Também noto que há textos da profecia que facilmente se prestam a uma interpretação mais ampla, mas há outros muito específicos.

    Um, entre muitos exemplos, é a guerra de Gogue, que é situada em Israel. A volta de Jesus (Yeshua) também é situada em Israel. As palavras olharão para aquele que traspassaram, claramente refere-se aos judeus. O NT testamento segue o mesmo padrão. O lugar onde é situada uma batalha decisiva é indicado como sendo Mégido. Quando todas as cidades da Terra caem num grande terremoto, é dito que Jerusalém se fende em três.

    continua ...

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  4. Renato,

    O amilenismo não entende tudo como simbólico, mas somente o faz quando o contexto assim indica, sobretudo com a iluminação de passagens mais claras. Também, muita coisa tem cumprimento em Cristo, sendo que a igreja - composta não só de gentios, mas também de judeus - é co-herdeira das promessas cumpridas em Cristo.

    Se me permite, gostaria de lhe indicar o livro Jesus e Israel - Uma aliança ou duas?. O autor David Holwerda, cujo pai era amilenista e a mãe pré-milenista, expõe com muita habilidade várias questões como as que você levantou. Vale a pena!

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  5. Olá Mac

    Desculpe as minhas longas interrupções. E grato pela indicação do livro.

    Continuando, o capítulo 11 de Romanos é mais uma prova de que Israel não saiu da história. A afirmação sobre os isralitas que se opunham à igreja é: "quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais". A mim isso parece uma prova clara da particularidade do povo israelita. Tais palavras não poderiam ter sido ditas a respeito de nenhum outro povo.

    Se cai a suposição de que não há mais particularidade nenhuma a respeito de Israel na presente era, cai a suposição de que nenhuma profecia não cumprida pode se aplicar a eles. E, efetivamente, há um grande número de profecias que não se encaixam bem como se referindo aos gentios.

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